Um produto extraordinário, iPad deve acabar com Kindle e ajudar jornais online. Fonte Ref. Yahoo! Brasil, 28/01/2010

O iPad, novo lançamento da Apple, deve, a médio prazo, acabar com o Kindle, o livro digital da Amazon, e, de quebra, “ajudar” toda a imprensa mundial a se reerguer de uma grave crise financeira, por ser uma plataforma tida como “ideal” para a leitura de jornais online. Essas são as apostas de especialistas em mídia e tecnologia depois de conhecerem a nova criação do “mago” Steve Jobs, diretor executivo da Apple.
Para início de conversa, o iPad, destacam os analistas, vai muito além do Kindle já por oferecer cor e vídeo. A aposta é que o aparelho possa reformular o setor editorial da mesma maneira que o iPod mudou a música, com uma loja virtual de livros e textos como a iTunes. A indústria de discos nunca mais foi a mesma depois do lançamento dessa plataforma.

Chama-se iBooks Store a loja de livro eletrônicos à qual o iPad estará conectado. Ela será lançada em parceria com cinco grandes editoras americanas (Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group). Steve Jobs não perdeu a oportunidade de dar uma alfinetada na concorrência. “A Amazon foi pioneira e fez um ótimo trabalho com o Kindle. Mas nós vamos além”.

Com relação ao impacto do iPad na imprensa, investidores e analistas estão cautelosamente otimistas quanto às perspectivas para grupos editoriais como Time Warner, Conde Nast, New York Times e HarperCollins, parte da News Corp. E não foi à toa que uma das primeiras funções destacadas por Steve Jobs na apresentação do iPad foi a da leitura de um jornal na internet – ele acessou a página do New York Times e, usando o visor sensível ao toque, moveu para baixo e para cima o cursor, mostrando como é fácil e prático ler as notícias no novo aparelho. O velho jornal no papel parece estar mesmo com os dias contados.
Mike Vorhaus, presidente da Magid Advisors, empresa de consultoria especializada em mídia, alerta que o iPad deve ser apenas parte da solução para a fuga de leitores em busca do conteúdo mais barato oferecido na Web. Os grupos editoriais já estão desenvolvendo estratégias mais amplas que incluem celulares inteligentes e outros aparelhos.
“Não é uma bala de prata, é uma bala de bronze. E será necessário um M-16 cheio delas”, disse Mike Vorhaus, que estima que o tablet possa elevar em 10 a 20 por cento a receita digital dos grupos editoriais.
Estas megacompanhias estão muito conscientes do dano que a loja digital de música iTunes, da Apple, causou às gravadoras, ao ditar preços e permitir que os consumidores adquirissem as faixas individuais desejadas, o que destruiu as vendas de álbuns.
Para antecipar o tablet, Time Warner, News Corp, Conde Nast, Meredith e Hearst anunciaram em dezembro planos para uma loja digital apelidada de “Hulu para revistas”, que promoveria a venda de versões eletrônicas de todos os seus títulos.
É por essas e outras que o iPad pode se tornar um marco – uma ferramenta não apenas de interativdade, com e-mail e acesso fácil a redes sociais, mas também de entretenimento e informação, com livros, filmes e música portáteis e de possibilidades infinitas.

Para maiores detalhes, ver em http://br.noticias.yahoo.com/s/28012010/48/tecnologia-ipad-deve-acabar-kindle-ajudar.html e http://www.apple.com/

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