O Meta Algoritmo da Invenção, MAI-TRIZ ©, de Michael Orloff – Um Poderoso Aliado no Ensino de TRIZ

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Em seu livro “Modern TRIZ, – A Practical Course with EASyTRIZ Technology, (Ed. Springer, Berlin Hedelberg, 1012), o especialista russo em TRIZ Michael Orloff apresenta um método extremamente eficiente para a prática da Inovação Sistemática e Creatividade, o “Meta Algorithm of Invention, MAI TRIZ ©.

Trata-se de uma padronização simplificada para o uso da TRIZ voltada para o treinamento em seminários e cursos destinados à criação de novos produtos e geração de ideias inovadoras.

O método é baseado em quatro estágios de ARIZ, Algoritmo da Resolução de Problemas Criativos, uma parte da metodologia TRIZ que estabelece etapas sucessivas para sua aplicação.

O método MAI TRIZ, que pode ser considerado um subconjunto de ARIZ, leva a resultados diretos de uma forma surpreendentemente eficaz. No método de Michael A. Orloff aqui exposto, as quatro letras da sigla TRIZ possuem o seguinte significado:

  • Estagio 1 – T (TENDENCIA): Identifica deficiências no artefato ou objeto considerado como protótipo, e determina a direção (T – Tendência) de futuras alterações. Todos os sistemas tendem evoluir para sistemas ideais, sejam eles técnicos ou não, em que os custos e o desperdício tendem a zero e os benefícios para o infinito.
    Obviamente tais sistemas não existem na prática, mas todos os sistemas técnicos seguem esta tendência.
  • Estágio 2 – R (REDUÇÃO): Identifica causas das deficiências e problemas no objeto em estudo na forma de CONTRADIÇÕES. Contradições constituem-se em um aspecto fundamental no uso da TRIZ, e saber identificá-las logo no início consiste de uma etapa importante no uso da metodologia.
    A identificação de contradições procura fazer com que os objetivos almejados se tornem explícitos, sendo contingentes após eliminação das contradições.
  • Estágio 3 – I (INVENÇÃO): Com base nos instrumentos auxiliares de TRIZ, por exemplo, RECURSOS (que podem ser invisíveis ou não), deve-se partir para a invenção (segundo a evolução de algo existente ou a criação de algo absolutamente novo, com uso de alguns ou um dos 40 PRINCÍPIOS INVENTIVOS de Altshuller);
  • Estágio 4 – Z (ZOOM): Desta feita, da mesma forma que podemos alterar o foco ou o zoom em uma câmera, procede-se a uma revisão do resultado a partir várias visões, posições e níveis de escrutínio: visão à nível do objeto ou produto, de sua interface, facilidade e conveniência de uso, resistência, danos ou não que o produto possa causar ao meio ambiente e às pessoas, confrontação com produtos semelhantes, caso existam, custo e facilidade de fabricação, etc.

As quatro letras da palavra TRIZ (Theory of Inventive Problem Solving) compõem a estrutura do método, MAI TRIZ, “Meta Algorithm of Invention – TRIZ”.

O autor, Michael A. Orloff, vem desenvolvendo este método desde 1995, aplicando-o a problemas com variáveis níveis de dificuldade. Através de seu método, ele se propõe a:

  • Criar novos métodos de ensino da TRIZ, Inovação Sistemática e Criatividade, extraindo e reinventando soluções, a fim de exemplificar aquelas mais eficientes e modelar o processo de invenção;
  • Desenvolver um formato padronizado e simples para representar resultados de reinvenções: o Meta-Algoritmo da Invenção (TRIZ MAI);
  • Usar como exemplos, da forma mais ampla possível, objetos e ou produtos simples disponíveis (artefatos) com a finalidade de expor os princípios da TRIZ usando sua metodologia MAI (Meta Algoritmo da Invenção) em exemplos completos.

Segundo ele, estas recomendações ajudarão a reduzir o nível de complexidade no ensino da TRIZ, garantir a universalidade do conhecimento adquirido, assegurar a credibilidade do método proposto e acelerar a formação de habilidades características da aplicação do mesmo através de uma metodologia construtivista, através de exemplos simples.

De acordo com Michael, esta metodologia baseia-se em cinco paradigmas radicalmente inovadores:

  1. Paradigma do “Artefato”: É explicitamente postulado que o escopo do aprendizado é ilimitado e inclui quaisquer artefatos, abordando não apenas aspectos técnicos sobre patentes, mas quaisquer fontes de informação oferecendo ideias eficientes e soluções.
    O objetivo do paradigma é examinar a transição de qualquer artefato do estado “do que era” para o estado do que “se tornou”, acompanhado da resolução (eliminação) de contradições sistêmicas que existiam enquanto o artefato estava no estado “do que era”. A metodologia usada envolve essencialmente a reprodução, reconstrução, repetição do processo por meio do qual uma ideia eficiente foi criada originalmente, através de uma comparação entre “construções” do protótipo e artefatos resultantes realizando funções similares.

Este paradigma realiza e reforça, mediante sua transformação em um axioma metodológico, a experiência disponível, contribuindo para reduzir a complexidade do objeto por meio do exame de alterações inovadoras não apenas no âmbito tecnológico, mas também em campos como marketing e gestão, com aplicações também na área militar ou até mesmo nas áreas artística e educacional.

Não existem fatores observáveis que restrinjam o uso dos paradigmas.

  1. Paradigma da “Extração”: é necessário que o método seja estruturado, com a finalidade de identificar modelos de transformação (métodos criativos, inventivos, usados para gerar ideias) e contradições (motivos para se criar alterações, inovações, invenções), usando-o como uma metodologia intensiva e sistemática de ensino da TRIZ.
  2. Paradigma da “Reinvenção”: Organização de um treinamento eficiente baseado na modelagem do ciclo completo da criação (invenção) de um produto que faça uso de uma ideia construtiva, em que o artefato parte do estado “do que era” (artefato protótipo) para o estado em que “se tornou” (artefato resultante), fazendo valer uma visão destinada a acelerar a correta aquisição das habilidades praticas voltadas para a subsequente geração de novas ideias.
  3. Paradigma do Meta Algoritmo da Invenção segundo TRIZ, (MAI TRIZ): Deve-se procurar padronizar o treinamento, e o processo subsequente de geração de ideias, com base nos quatro estágios do Algoritmo para Resolução de Problemas Criativos (ARIZ), sendo estes quatro estágios TREND -> REDUCING -> INVENTING -> ZOOMING, que, em última análise, nada mais são do que processos indicados pelas iniciais da palavra TRIZ.

O desenvolvimento de uma metodologia sistemática padronizada e organizada para modelar a transição (transformação) do protótipo de um artefato conhecido do estado em que “era” para um artefato conhecido referente ao que “se tornou” é um passo radical, segundo o autor, no sentido de se garantir a reprodutibilidade do método e a eficiência do treinamento.
Este método, uma vez adotado, tenderá a evoluir para um eficiente processo de geração de novas ideias, o qual poderá sempre ser usado para resolver contradições sistêmicas de um artefato conhecido e que necessite ser melhorado.
O artefato protótipo passará então para o estado “é”, no qual se encontra no presente.
Deste modo, necessitaremos inventar um principio de construção para o mesmo, o qual irá resultar no estado “necessário”, que deverá possuir as novas propriedades exigidas, livre das propriedades conflitantes presentes no artefato de partida.

  1. Paradigma do Amplificador de Inteligência:
    Este paradigma se refere a uma tecnologia destinada ao treinamento em massa de pessoas interessadas em TRIZ e deverá se valer de dois processos:

    1. Aprendizado à Distância, suportado por livros, metodologias de ensino a distância através da Internet e do uso de software em diferentes níveis;
    2. Acumulação e transferência de experiências acumuladas através de exemplos presentes na metodologia MAI TRIZ.

Com base nas técnicas e exemplos como o que será apresentado em nosso próximo post, os sistemas deverão possuir elevado nível de criatividade e inovação, alicerçados por processos inventivos que contemplem exemplos que poderão ser usados para treinar novas gerações de especialistas em TRIZ e pessoas inovadoras.

Como espera o autor, estas técnicas irão também encorajar novos desenvolvimentos em TRIZ, uma metodologia em constante evolução e aperfeiçoamento.

Assim, em continuação, em nosso próximo post daremos um exemplo explicativo sobre o método, imaginado pelo autor.
Abaixo, o Prof. Michael A. Orloff, distinguido especialista em TRIZ.

Prof. Dr. Michael A. Orloff

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